07/05/2024 às 13h22min - Atualizada em 07/05/2024 às 13h22min

Manifestação de servidores da educação de Cabo Frio termina com confusão e acusação de truculência

Agentes da Guarda Civil Municipal dispersaram representantes do Sepe Lagos com uso de spray de pimenta na prefeitura



 

Agentes da Guarda Civil Municipal de Cabo Frio estão sendo acusados de truculência contra servidores da educação que faziam uma manifestação na prefeitura na manhã desta terça-feira (6).

Representados pelo Sepe Lagos, os profissionais cobravam diálogo da prefeita Magdala Furtado de forma pacífica na antessala do gabinete, quando uma confusão teve início e um dos agentes intimidou um dos manifestantes afirmando que não tinha o chamado de vagabundo. Neste momento, quem estava presente, isso incluía trabalhadores, a maioria mulheres, algumas idosas e crianças, passou a sentir um incômodo gerado por spray de pimenta. Nas imagens não é possível ver qual dos guardas civis disparou o spray, mas em outro momento um deles aparece espirrando novamente o gás ao ser provocado.

Em seguida, os manifestantes de dispersaram para o exterior do prédio, mas a confusão seguiu. De acordo com o sindicato, a GCM está tentando levar quer de qualquer forma levar a representante do sindicato, Denize Alvarenga, de forma ilegal para a delegacia sob a acusação de injúria. mas até o último contato, eles permaneciam no entorno da prefeitura.

Em nota, a Prefeitura de Cabo Frio informou que concedeu aumento do piso salarial para os Docentes I e II, com efeito a partir do pagamento deste mês de maio, além do enquadramento para os servidores. A Prefeitura optou por não se reunir com o sindicato, pois entende que as reivindicações estão sendo atendidas por meio da comissão permanente dos diretores, em um diálogo contínuo.

O municpio informou ainda, que além das melhorias salariais, até o momento, a atual gestão empossou 234 candidatos aprovados no concurso público de 2020 para os cargos de docentes I, docentes II, inspetor escolar, inspetor de alunos, orientador educacional, supervisor escolar, psicopedagogo auxiliar de classe, inspetor de alunos, secretário escolar e cozinheiro. Outros 214 candidatos estão aguardando a conclusão dos exames admissionais, etapa que antecede a posse para os seguintes cargos: docente I, inspetor escolar, inspetor de alunos, supervisor escolar, cozinheiro.

Com relação à manifestação do Sindicato dos Profissionais da Educação, ocorrida na manhã desta terça-feira (7). “Diante da alteração dos ânimos por parte dos manifestantes e da tentativa de invasão do prédio público, a Guarda Civil Municipal, de forma pacífica, utilizou os meios necessários para a contenção dos manifestantes, que agiram com truculência”, completou a nota.

 

A paralisação desta terça-feira (7) ocorre porque profissionais afirmam que estão há quase 2 anos sem recomposição salarial. Eles afirmam que a prefeita Magdala Furtado (PV) ignora o piso salarial do magistério e mantém muitos funcionários escolares com remunerações inferiores ao mínimo nacional.

Ainda segundo o Sepe, as promoções e enquadramentos previstos nos Planos de Carreiras, e até mesmo os resíduos trabalhistas dos servidores, são ignorados pela atual administração. Os aposentados e pensionistas, por sua vez, sofrem com o desrespeito à paridade salarial, problema que se arrasta a cerca de 1 ano, diz o sindicato.

“O Sepe Lagos sempre buscou diálogo transparente e respeito mútuo, mas o governo se recusa a cumprir compromissos e dificulta o acesso a informações até mesmo aos órgãos de controle social da educação, como o CACS-Fundeb e o Conselho Municipal de Educação. Agora tem adotado a postura de não receber mais o sindicato para negociar”, diz nota.

Confira as principais reivindicações do movimento:

  • Reajuste salarial anual para todos os servidores, direito obrigatório por lei, mas não concedido há cerca de 2 anos;
  • Cumprimento do Piso Salarial do Magistério (Lei Federal nº 11.738/2008), para todos os docentes, com respeito às progressões da carreira;
  • Que nenhum funcionário continue a receber menos que o salário mínimo.
  • Melhorias urgentes na infraestrutura das escolas e no transporte escolar;
  • Pagamento dos enquadramentos por formação e dos resíduos trabalhistas devidos aos servidores da ativa e aos aposentados e pensionistas;
  • Fim do calote criminoso que se arrasta há quase 1 ano com o descumprimento do direito à paridade salarial de aposentados e pensionistas.
  • Descongelamento do Piso Municipal de Referência Salarial (PMRS) e do Plano de Carreiras dos servidores não docentes, com imediata instituição do Comparp;
  • Vale Transporte para os servidores contratados;
  • Imediata convocação e posse aos servidores aprovados em concurso.
  • Criação de cargos públicos para ocupação por concursados para cada vaga de trabalho existente nas escolas;
  • Dentre outras demandas…

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