07/05/2024 às 13h49min - Atualizada em 07/05/2024 às 13h49min

Museu Nacional apresenta coleção de fósseis encontrados no NE; entre as peças está fragmento de dinossauro ‘inédito’

A chegada dos itens acontece em meio ao trabalho de restauração e obras após um incêndio de grandes proporções atingir o museu em setembro de 2018.



 

A direção do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e o Instituto Inclusartiz apresentaram, na manhã desta terça-feira (7) uma nova coleção de fósseis que passa a ser integrada ao acervo da instituição.

São 1.104 vestígios, na maior parte de plantas e de insetos, colhidos na Bacia do Araripe, entre os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. O destaque são 2 fósseis de dinossauros que ainda não foram descritos na literatura científica — provavelmente são dromessaurídeos.

Frances Reynolds, do Instituto Inclusartiz, destacou que é importante que o museu, em sua reconstrução, se volte para a digitalização de peças e no fortalecimento das relações com outras instituições.

 

“Você pode ter o melhor prédio, mas se não tem coleção, você não tem nada”, destacou.

A doação faz parte de uma união entre a iniciativa pública e privada. Os fósseis foram doados pelo colecionador Burkhard Pohl.

“É preciso ter uma coleção de fósseis do Brasil no museu mais importante do país”, disse Pohl.

O presidente do Museu Nacional, Alexander Kellner, destacou a importância de parcerias com instituições públicas e privadas de várias partes do mundo para a reconstrução do acervo. As equipes já viajaram para Wyoming, nos Estados Unidos, e para o Egito.

“É uma enorme tragedia, mas temos que olhar para frente e pensar na reconstrução. O Brasil precisa do Museu Nacional de volta”, disse Kellner.

Reynolds destacou que outras coleções doadas para o Museu Nacional, fruto de parcerias, serão anunciadas em breve.

“É incrível assistir à reconstrução do museu e ajudar a construção do conhecimento”, afirmou Frances.

A integração da nova coleção acontece em meio ao trabalho de restauração e obras após um incêndio de grandes proporções atingir o museu em setembro de 2018. O trabalho inclui medidas de proteção e regeneração da estrutura. Grande parte do acervo foi destruída.

De acordo com Alexander Kellner, o Museu Nacional deve ser reaberto em abril de 2026.

“O que perdemos é grave e não temos como recuperar. Os fósseis e o material etnográfico. São peças únicas. Nós temos que aprender com os nossos erros e merecer essas novas coleções. Por isso, essas doações são importantes para nós”, destacou o presidente do Museu Nacional.

O Museu Nacional é um dos mais antigos do Brasil. Ele foi fundado em 1818, por Dom João VI, e foi residência da Família Real Portuguesa e sede do Governo Imperial.

Seu acervo incluía mais de 20 milhões de itens, como fósseis de dinossauros, objetos históricos, como uma coleção de trajes usados em cerimônias indígenas.

As causas do incêndio foram atribuídas a uma combinação de fatores, como a falta de investimentos, infraestrutura precária e ausência de planos de contingência.

As chamas começaram depois de um curto-circuito causado pelo superaquecimento em um ar-condicionado.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://wechannel.com.br/.
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp