27/03/2024 às 11h10min - Atualizada em 27/03/2024 às 11h10min

Israelense refém do grupo terrorista Hamas por 2 meses relata violência sexual

Pela primeira vez uma das pessoas que foram sequestradas pelo Hamas descreveu em primeira pessoa os crimes sexuais cometidos por membros do grupo terrorista.



 

Uma israelense que foi mantida refém pelo grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza durante 54 dias descreveu a violência sexual a que foi submetida durante o tempo de sequestro.

Amit Soussana, de 40 anos, deu uma entrevista ao jornal “The New York Times” para contar os crimes sofridos por ela. Foi a primeira vez que uma vítima contou em primeira pessoa os crimes sexuais que membros do Hamas cometeram contra as pessoas sequestradas em Israel e levadas para a Faixa de Gaza.

Amit foi levada em 7 de outubro de 2023, dia dos ataques terroristas do Hamas em Israel, do kibutz Kfar Aza. Ela morava sozinha no lugar e, depois de ouvir as sirenes que alertavam que havia um ataque, escutou o barulho de tiros. Ela chegou a se esconder no quarto dela, que tinha segurança reforçada, mas os terroristas explodiram a porta e a sequestraram.

 

Naquele dia, homens do Hamas atacaram o território de Israel, mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram centenas de israelenses que foram levados para a Faixa de Gaza. Israel respondeu declarando guerra ao grupo terrorista.

Amit só foi libertada em 30 de novembro. Ela contou ao "New York Times" que, em um dos locais para onde foi levada na Faixa de Gaza, ficava presa em um quarto de crianças, acorrentada pelo tornozelo. Às vezes, o homem que a vigiava entrava no quarto, levantava a blusa dela e a tocava.

A mulher disse que o homem a perguntou várias vezes quando a menstruação dela iria acabar. Ela disse que fingiu que ainda estava menstruada durante uma semana após o fim.

Amit relatou que, por volta de 24 de outubro, o homem que a vigiava a levou a um banheiro para que ela se lavasse. Nesse momento, ele ficou na porta, segurando uma arma. Depois que ela tomou banho, ele a apalpou e a agrediu.

O homem colocou uma arma na testa dela e a levou a um quarto de criança. Nesse cômodo, com uma arma apontada para ela, ele a forçou a se relacionar sexualmente com ele, disse Amit.

 

Segundo o “New York Times”, o relato dela é consistente com a descrição que ela fez a dois médicos e um assistente social pouco depois de sua libertação.

Os relatórios que os profissionais da saúde fizeram descrevem a natureza do ato sexual, mas o jornal optou por não revelar detalhes.

Amit ficou sequestrada em mais de cinco lugares. Ela esteve em casas de pessoas, em um escritório e em um túnel.

 

Medo de não ser libertada

 

No fim de novembro, 106 reféns foram libertados. Amit foi gravada pelo Hamas pouco antes, e ela contou que fingiu ter sido bem tratada enquanto era refém porque tinha medo de não ser libertada.

Segundo o jornal, agora Amit resolveu falar porque ela quer que as pessoas saibam em quais condições estão os reféns que ainda estão sob controle do Hamas na Faixa de Gaza (estima-se que sejam mais de cem).

 

Crimes contra reféns

 

Pelo menos três reféns libertados já falaram publicamente sobre abuso sexual cometidos contra terceiros.

No dia 5 de março, especialistas da ONU afirmaram em um relatório que há motivos razoáveis para acreditar que os terroristas do Hamas cometeram violência sexual, inclusive estupro e estupro coletivo, em diversos locais, no ataque do dia 7 de outubro contra o território israelense.

 

A equipe de especialistas foi liderada pela advogada Pramila Patten. Ela visitou Israel entre 29 de janeiro e 14 de fevereiro para coletar relatos e verificar informações sobre violência sexual ligada aos ataques do Hamas em 7 de outubro.

Patten e sua equipe consideraram que está claro que uma parte dos reféns que foram levados para a Faixa de Gaza foram vítimas de violência sexual.

O Hamas negou acusações de que seus membros cometeram violência sexual durante o ataque do 7 de outubro ou posteriormente, com os reféns que sequestrou naquele dia.

Veja abaixo uma reportagem em vídeo sobre o relatório da ONU a respeito da violência sexual cometida pelo grupo terrorista Hamas.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://wechannel.com.br/.
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp