11/10/2023 às 13h40min - Atualizada em 11/10/2023 às 13h40min

Sem energia em Gaza, hospitais funcionam com geradores: 'alarmante', diz porta voz da Cruz Vermelha

Trabalhadores de organizações internacionais alertam para o agravamento da situação na região. Não se sabe até quando geradores funcionarão, pois dependem de combustível, que não estão chegando devido às fronteiras fechadas.


A Faixa de Gaza ficou sem energia nesta quarta-feira (11), após a única estação de energia parar de funcionar. Trabalhadores humanitários das principais organizações internacionais alertam para o agravamento da situação na região, que vem sofrendo com os bombardeios de Israel. Hospitais usados pelos palestinos dependem, agora, de geradores, que exigem uso de combustível, que está escasso.

A região é alvo de ataques de Israel desde o último sábado (7), quando o grupo armado extremista Hamas, que controla Gaza, invadiu o território israelense e realizou ataques por terra, mar e ar. Civis israelenses foram mortos e também foram sequestrados pelos terroristas, que levaram reféns para Gaza.

Em entrevista à GloboNews, o porta-voz da Cruz Vermelha em Gaza, Hisham Muhanna, disse que a questão é alarmante. O maior complexo hospitalar de Gaza funciona agora com geradores, mas não se sabe até quando, já que as fronteiras estão fechadas desde o início dos confrontos e não está entrando o combustível necessário para a geração de energia. Assista no vídeo acima.

 

"Agora o maior hospital em Gaza, o complexo hospitalar de Al Shifa, está funcionando apenas à base de geradores, com combustível. E o combustível também está se tornando uma questão alarmante, porque toda a fronteira com Gaza e as passagens para Israel estão fechadas há 4 dias", conta.

 

E a carência não é só de combustíveis. Falta alimento, medicamentos e suprimentos médicos. Ainda de acordo com Muhanna, não existe lugar seguro. Ele relata que o sentimento de insegurança é geral, inclusive para os trabalhadores humanitários. Ele contou que teve que mudar de lugar com a família três vezes nas últimas 24 horas.

“Eles pedem para nos retirarmos de uma área para ir para outra área sem instruções claras ou passagens seguras", conta.
Este é o quinto dia de conflito na região do Oriente Médio. Desde sábado (7), mais de 2 mil pessoas morreram por causa do confronto, que começou após um ataque do Hamas contra Israel. De acordo com a última atualização do escritório da ONU para coordenação de assuntos humanitários, mais de 260 mil pessoas fugiram de casa em Gaza e não tem para onde ir


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