30/08/2023 às 14h47min - Atualizada em 30/08/2023 às 14h47min

Vereadores querem novo modelo de fomento do turismo em Macaé

O requerimento do presidente Cesinha pediu a volta da MacaéTur

 

A solicitação do presidente Cesinha (Solidariedade) ao Executivo para a criação de uma empresa municipal de turismo foi aprovada nesta terça-feira (29), pela Câmara Municipal de Macaé. O requerimento contou com o apoio unânime dos parlamentares presentes, que fizeram duras críticas à empresa responsável pela última edição da tradicional festa de exposição na cidade.

De acordo com o autor do requerimento, a ideia de reativar a extinta MacaéTur é para fomentar o turismo, respeitando a cultura local. “Já debatemos várias vezes em plenário que precisamos de um novo modelo de realização da Expo Macaé, pois o atual não é bom para a população”.

Cesinha justificou que os altos custos – tanto para quem quer trabalhar, quanto para quem quer se divertir com a família – impedem boa parte das pessoas de participar. “Um espaço para montar uma barraca custava R$ 30 mil e as bebidas só podiam ser adquiridas com os organizadores da festa, que repassavam para os comerciantes com elevado preço. Como consequência, os produtos para o consumidor se tornaram caros demais”.

O presidente ainda relatou que foi necessário a intervenção do próprio prefeito Welberth Rezende (Cidadania)para que a empresa tornasse acessível a entrada dos cidadãos, convertendo-a em um quilo de alimento não perecível.  “Esperamos que uma empresa de turismo possa ampliar a concorrência e o macaense tenha condições de voltar a frequentar a Exposição”, acrescentou.

Inclusão do trabalhador de baixa renda

Edson Chiquini (PSD) comparou os elevados preços praticados na Exposição de Macaé com o de outras cidades vizinhas, revelando a grande diferença de valores atribuída, por ele, ao modelo de gestão. Marlon Lima (PDT) também apoiou o requerimento, frisando a dificuldade do trabalhador comum em levar a sua família para se divertir em uma festa desse padrão.

Paulo Paes (União Brasil) lembrou como as edições anteriores eram mais acessíveis e inclusivas para o trabalhador de baixa renda. Ele ainda defendeu que o governo crie regras para impedir abusos na exploração da festa. “A prefeitura alugou o Parque de Exposições por R$ 60 mil e a empresa faz o que quer, inclusive cobrar R$ 30 mil de aluguel pelo espaço de uma barraca”.


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