20/06/2023 às 06h41min - Atualizada em 21/06/2023 às 00h10min

PF prende 3 em nova fase de operação contra diplomas falsos de medicina

A primeira etapa da Operação Catarse foi deflagrada em fevereiro deste ano. Na ação desta terça-feira, a PF buscava prender os chefes do esquema e identificar falsos médicos inscritos com documentos frios no RJ e em MG.

G1 - REGIÃO DOS LAGOS
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/06/20/operacao-catarse-2-da-pf.ghtml

A primeira etapa da Operação Catarse foi deflagrada em fevereiro deste ano. Na ação desta terça-feira, a PF buscava prender os chefes do esquema e identificar falsos médicos inscritos com documentos frios no RJ e em MG. Polícia Federal deflagra segunda fase da Operação Catarse
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira (20) a segunda fase da Operação Catarse, contra a falsificação de diplomas de medicina. Até a última atualização desta reportagem, três pessoas haviam sido presas.
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Agentes saíram para cumprir, no total, 4 mandados de prisão e 7 de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Silva Jardim (RJ) Saquarema (RJ) e Montes Claros (MG).
A primeira etapa da Operação Catarse foi deflagrada em fevereiro deste ano. Na ação desta terça-feira, a PF buscava prender os chefes do esquema e identificar falsos médicos inscritos com documentos frios.
Polícia Federal faz operação contra diplomas falsos de medicina no Rio de Janeiro
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PF cumpre mandado na Operação Catarse 2
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Mais de 1 ano de investigações
A investigação começou em abril de 2022, com a prisão em flagrante de duas pessoas na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), quando tentavam obter os registros profissionais apresentando diplomas e históricos escolares frios.
Em fevereiro de 2023, foi deflagrada a primeira fase da operação, com o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema criminoso, dentre elas duas clínicas médicas.
Na ocasião, foram apreendidos aparelhos celulares, jalecos, carimbos, documentos de identificação, carteiras do Cremerj, históricos escolares e diplomas.
Os crimes investigados são os de falsificação de documento público (art. 297 do Código Penal), com pena de dois a seis anos de reclusão e multa, e uso de documento falso (art. 304 do Código Penal), que configura a imposição da mesma pena do crime antecedente - neste caso, o de falsificação de documento público.
O nome da operação faz alusão a um termo de origem filosófica com o significado de limpeza ou purificação pessoal.
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Jaleco apreendido pela PF na Operação Catarse
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Em nota, o Cremerj manifestou apoio à segunda fase da Operação Catarse. “A iniciativa tem o objetivo de prender o núcleo central de uma organização criminosa especializada na falsificação de diplomas para o curso de medicina e na inscrição de falsos médicos em Conselhos Regionais”, disse.
“Vale lembrar que, em abril de 2022, após uma denúncia do Cremerj, a Polícia Federal fez as primeiras prisões. O Conselho chamou a instituição policial após perceber indícios de documentação falsa para a inscrição de dois CRMs. Na ocasião, as duas pessoas estavam na sede do Cremerj e foram presas. Desde então, o Conselho está à disposição das autoridades policiais”, emendou.
“Para o Cremerj, todas as ações que visem garantir a segurança da população, dos médicos e dos demais profissionais de saúde no RJ são fundamentais e prioritárias. O Conselho vem colaborando ativamente com as autoridades policiais no intuito de coibir essas práticas criminosas e é atuante na luta contra a atuação de falsos profissionais, tendo, inclusive, o Portal da Defesa Médica para o recebimento de denúncias desse tipo”, destacou.

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/06/20/operacao-catarse-2-da-pf.ghtml

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